{"id":5686,"date":"2019-09-09T09:41:41","date_gmt":"2019-09-09T12:41:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.mundomaker.cc\/?p=5686"},"modified":"2019-09-09T09:41:41","modified_gmt":"2019-09-09T12:41:41","slug":"colegios-oferecem-atividades-para-alunos-lidarem-com-emocoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bayerlstudio.com.br\/mundomaker\/colegios-oferecem-atividades-para-alunos-lidarem-com-emocoes\/","title":{"rendered":"Col\u00e9gios oferecem atividades para alunos lidarem com emo\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"c-content-head__subtitle\"><strong>Novo mundo do trabalho exige autocontrole, empatia e capacidade de resolver conflito<\/strong><\/p>\n\u200bSe o universo corporativo valoriza intelig\u00eancia emocional, faz sentido que o ensino tente desenvolver essa capacidade. N\u00e3o \u00e9 de hoje que educadores olham para as chamadas habilidades n\u00e3o cognitivas como forma at\u00e9 de melhorar a absor\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio conte\u00fado pelos alunos.\n\nMas as escolas t\u00eam aumentado a oferta de atividades que fazem o estudante lidar com emo\u00e7\u00f5es \u2014j\u00e1 que saber trabalhar em grupo e ter empatia, por exemplo, s\u00e3o qualidades buscadas pelo mercado, mas que passam longe do curr\u00edculo cl\u00e1ssico.\n\n&#8220;Educamos alunos para algo que nem sabemos o que \u00e9 , ent\u00e3o temos que prepar\u00e1-los para se reinventarem o tempo todo&#8221;, diz Katia Pereira, coordenadora psicopedag\u00f3gica do col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, na Vila Mariana.\n\nA escola \u00e9 uma das institui\u00e7\u00f5es que aposta em aulas espec\u00edficas para debater relacionamentos e temas atuais \u2014 mas sem o foco no vestibular.\n\nNo col\u00e9gio Bandeirantes, alunos a partir do sexto ano participam da aula de CPG (Conviv\u00eancia em Processo de Grupo), com rodas de di\u00e1logo para reflex\u00f5es sobre justi\u00e7a, solidariedade e colabora\u00e7\u00e3o.\n\n&#8220;O ideal \u00e9 voc\u00ea levar o aluno a uma discuss\u00e3o, respeitando o ponto de vista dele, mas o ensinando a argumentar&#8221;, diz Estela Zanini, coordenadora de conviv\u00eancia da escola.\n\nEm col\u00e9gios de alto padr\u00e3o, a cobran\u00e7a por resultados acad\u00eamicos \u00e9 grande, e alguns alunos acham que aulas assim s\u00e3o &#8220;perda de tempo&#8221;.\n\n&#8220;Para esses meninos, mostro pesquisas provando que grandes empresas est\u00e3o valorizando outras habilidades al\u00e9m do conte\u00fado, como capacidade de resolu\u00e7\u00e3o de problemas&#8221;, afirma Estela.\n\nFoi em uma aula do CPG no Bandeirantes que surgiu a ideia de criar um grupo para os alunos cuidarem deles mesmos, a Care (Comiss\u00e3o de Apoio Racional e Emocional).\n\n&#8220;Adolescentes de hoje t\u00eam problemas complexos. Mesmo em escolas de elite, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es de desagrega\u00e7\u00e3o familiar, viol\u00eancia, de decis\u00f5es que precisam tomar&#8221;, diz Estela.\n\nNingu\u00e9m melhor para entender as ang\u00fastias dos jovens do que algu\u00e9m na mesma fase. &#8220;Orientadores e professores ajudam no projeto, mas os protagonistas s\u00e3o os alunos&#8221;, diz a estudante do terceiro ano do ensino m\u00e9dio Nat\u00e1lia Rocha, 18, que criou o grupo junto com seu colega de classe, Matheus de Almeida, 17.\n\nA Care come\u00e7ou pouco antes de dois suic\u00eddios de alunos do col\u00e9gio, em abril, o que refor\u00e7ou a necessidade de falar sobre problemas psicol\u00f3gicos.\n\n&#8220;As pessoas ficaram assustadas&#8221;, diz Nat\u00e1lia.\n\nNa \u00faltima semana de provas, o grupo fez atividades de relaxamento, como pintura. &#8220;O objetivo \u00e9 tornar a escola um lugar melhor&#8221;, diz ela.\n\n&#8220;O ensino de compet\u00eancias socioemocionais n\u00e3o pode ser s\u00f3 para os alunos, a escola tem que se transformar. \u00c9 preciso que os estudantes vivam situa\u00e7\u00f5es de empatia e que professores desenvolvam uma cultura de rela\u00e7\u00f5es melhores&#8221;, diz a pedagoga Telma Vinha, coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educa\u00e7\u00e3o Moral da Unicamp.\n\nA partir da identifica\u00e7\u00e3o dos problemas, o grupo d\u00e1 consultoria a escolas p\u00fablicas e privadas para que melhorem o ambiente escolar. Tamb\u00e9m capacita professores para que escutem os alunos e dialoguem com eles sem julgar.\n\nPara que o ensino das capacidades emocionais fa\u00e7a a diferen\u00e7a de verdade ser\u00e1 preciso lev\u00e1-lo a s\u00e9rio no curr\u00edculo. &#8220;Tem que ser planejado, como se faz com matem\u00e1tica. N\u00e3o pode ser no senso comum&#8221;, afirma Telma. &#8220;S\u00e3o raras as escolas que fazem isso&#8221;.\n\nNo come\u00e7o, \u00e9 dif\u00edcil. &#8220;Os alunos tiram sarro, riem, mas depois \u00e9 legal ver como eles evoluem&#8221;, diz a pedagoga.\n\nO col\u00e9gio V\u00e9rtice, no Campo Belo, que teve um caso de suic\u00eddio de aluno em 2017, contou com a ajuda de uma especialista para identificar estudantes mais vulner\u00e1veis e fazer um trabalho de preven\u00e7\u00e3o.\n\nPor l\u00e1, os alunos do nono ano participam do Projeto Empatia, no qual criam e encenam pe\u00e7as para aprender sobre respeito, colabora\u00e7\u00e3o e diversidade. &#8220;N\u00e3o d\u00e1 mais para preparar seus alunos s\u00f3 para dominar conte\u00fado e fazer avalia\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Adilson Garcia, diretor de ensino m\u00e9dio.\n\nAutoconhecimento, empatia, resili\u00eancia e persuas\u00e3o s\u00e3o valores trabalhados com alunos do sexto ao nono ano na disciplina Preven\u00e7\u00e3o e Cidadania na Escola, no Col\u00e9gio Franciscano Pio XII (Morumbi). As aulas s\u00e3o ministradas pela psic\u00f3loga Patr\u00edcia Prado.\n\n&#8220;Como \u00e9 um col\u00e9gio franciscano, temos preocupa\u00e7\u00e3o com o equil\u00edbrio entre o aspecto cognitivo e emocional dos alunos&#8221;, diz.\n\nEla utiliza din\u00e2micas de grupo, e os assuntos variam conforme a demanda. &#8220;Alunos me contaram sobre o jogo Baleia Azul [que estimula automutila\u00e7\u00e3o e suic\u00eddio] antes de a m\u00eddia come\u00e7ar a falar&#8221;, afirma.\n\nPatr\u00edcia diz que o comportamento dos alunos melhora com as aulas. &#8220;Eles t\u00eam mais respeito pelos professores, porque conseguem se colocar no lugar deles.&#8221;\n\nNo col\u00e9gio Santa Maria, na zona sul, crian\u00e7as de sete e oito anos j\u00e1 aprendem sobre media\u00e7\u00e3o de conflitos.\n\nSempre que surge um problema, alunos do segundo e terceiro anos do fundamental sentam em roda com suas professoras para discutir. Um bast\u00e3o \u00e9 usado para sinalizar com quem est\u00e1 a palavra.\n\n&#8220;\u00c9 um trabalho de ouvir o que a crian\u00e7a tem a dizer e o que sente, sem demonstrar reprova\u00e7\u00e3o ou interromper&#8221;, diz Maria Elizabeth da Costa, orientadora do segundo ano.\n\n&#8220;Acontecem situa\u00e7\u00f5es simples, mas para eles s\u00e3o s\u00e9rias&#8221;, diz a orientadora. Como quando um amigo combinou de brincar com o outro, mas depois mudou de ideia. &#8220;Quando a crian\u00e7a participa da solu\u00e7\u00e3o do problema, percebe que conviver com quem pensa diferente n\u00e3o \u00e9 ruim, e que \u00e9 poss\u00edvel resolver de forma pac\u00edfica.&#8221;\n\n*<em>Originalmente publicado na <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/educacao\/2018\/09\/colegios-oferecem-atividades-para-fazer-aluno-lidar-com-emocoes.shtml\">Folha<\/a>.<\/em>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novo mundo do trabalho exige autocontrole, empatia e capacidade de resolver conflito \u200bSe o universo corporativo valoriza intelig\u00eancia emocional, faz sentido que o ensino tente desenvolver essa capacidade. N\u00e3o \u00e9 de hoje que educadores olham para as chamadas habilidades n\u00e3o cognitivas como forma at\u00e9 de melhorar a absor\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio conte\u00fado pelos alunos. 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