{"id":12547,"date":"2017-11-17T19:52:39","date_gmt":"2017-11-17T21:52:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pontoinfinito.com.br\/MundoMaker\/?p=1051"},"modified":"2017-11-17T19:52:39","modified_gmt":"2017-11-17T21:52:39","slug":"3-desafios-que-o-movimento-maker-enfrenta-nas-escolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bayerlstudio.com.br\/mundomaker\/3-desafios-que-o-movimento-maker-enfrenta-nas-escolas\/","title":{"rendered":"3 desafios que o movimento maker enfrenta nas escolas"},"content":{"rendered":"<p>Basta dar uma olhada dentro de garagens, museus e bibliotecas dos Estados Unidos para perceber que o movimento maker est\u00e1 prosperando.<\/p>\n<p>A cultura da m\u00e3o na massa e do DIY (Do It Yourself ou Fa\u00e7a Voc\u00ea Mesmo, em portugu\u00eas) v\u00eam inspirando crian\u00e7as e adultos a construir in\u00fameros projetos e, aos poucos, esses espa\u00e7os abastecidos com pistolas de cola quente, brocas e martelos, v\u00eam invadindo as escolas tamb\u00e9m. Infelizmente, o movimento maker enfrenta alguns grandes obst\u00e1culos \u00e0 medida que entra nas salas de aula.<\/p>\n<p>O primeiro deles: escolas n\u00e3o est\u00e3o pensando no movimento maker como uma ferramenta de instru\u00e7\u00e3o. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 de Chris O&#8217;Brien, um ex-professor que ajuda escolas a criarem espa\u00e7os maker e de aprendizagem baseada em projetos em Nova York. Segundo O\u00b4Brien, as escolas cometem um grande erro ao enxergarem esse tipo de aprendizado como uma reles mat\u00e9ria optativa ou apenas um lugar para ir depois da escola para brincar com madeira, tecido ou impressora 3D.<\/p>\n<p>\u201cEscolas que apoiam a cultura maker precisam encontrar um espa\u00e7o para ela na grade curricular. Isso n\u00e3o s\u00f3 ajudar\u00e1 na aprendizagem dos alunos, como tamb\u00e9m evitar\u00e1 que o movimento maker se torne apenas uma moda passageira\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>Uma escola que est\u00e1 tentando entender como fazer isso \u00e9 a Lighthouse Community Charter School, em Oakland, Calif\u00f3rnia. Em seu espa\u00e7o maker, chamado de laborat\u00f3rio de criatividade, um estudante est\u00e1 trabalhando em um prot\u00f3tipo de drone feito de isopor. Outros est\u00e3o criando uma bola de discoteca com LED e copos de papel ou uma casa de bonecas de papel\u00e3o com luzes e m\u00f3veis. Voc\u00ea pode fazer o que quiser. N\u00e3o h\u00e1 proibi\u00e7\u00f5es nem fronteiras para a criatividade.<\/p>\n<p>A escola vem trabalhando duro para tentar vincular o que acontece no espa\u00e7o maker ao conte\u00fado que os professores est\u00e3o dando na sala de aula. Tanya Kryukova, por exemplo, ensina F\u00edsica. Seus projetos m\u00e3o na massa incluem uma minicasa el\u00e9trica para explorar circuitos e carros feitos a partir de ratoeiras e faixas de borracha. Ela diz que est\u00e1 sempre se perguntando como pode aplicar conceitos de f\u00edsica em projetos.\u00a0\u201cPara mim, a verdadeira aprendizagem acontece quando um aluno tem sua curiosidade despertada e passa a fazer perguntas\u201d, diz.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 uma tens\u00e3o \u2013 e ela nos leva ao segundo desafio: \u00e0 medida que o espa\u00e7o maker se expandir para mais escolas, existe o medo de que ele seja \u201ccorporativizado\u201d e perca sua ess\u00eancia em meio a testes, padr\u00f5es e estruturas pr\u00e9-estabelecidas. Isso \u00e9 perturbador para um movimento marcado por criatividade, liberdade e experimenta\u00e7\u00e3o. Mas a aluna Khalil Roberson, de 13 anos, tem a solu\u00e7\u00e3o: lembre-se de manter a cultura maker sempre leve e divertida. &#8220;Isso \u00e9 apenas uma mola\u201d, diz.<\/p>\n<p>Outra solu\u00e7\u00e3o para esse desafio \u00e9 fazer atividades mais centradas no ser humano. Por exemplo, propor uma tarefa em que os alunos devam projetar e criar algo para um amigo ou para sua comunidade. De acordo com Aaron Vanderwerff, diretor do laborat\u00f3rio de criatividade, isso exige que os alunos entrevistem o potencial usu\u00e1rio do produto, pensem no que ele est\u00e1 interessado, encontrem diferentes solu\u00e7\u00f5es para o problema e obtenham um feedback antes de criar o produto final. Ele segue um padr\u00e3o, mas n\u00e3o perde sua ess\u00eancia.<\/p>\n<p>Por fim, o terceiro grande desafio: tornar a educa\u00e7\u00e3o maker acess\u00edvel n\u00e3o s\u00f3\u00a0a crian\u00e7as brancas de classe m\u00e9dia e alta. Felizmente, isso j\u00e1 acontece na Lighthouse Community Charter School. &#8220;Nossos alunos n\u00e3o s\u00e3o crian\u00e7as ricas. Quase 90% s\u00e3o afro-americanos e latinos e 84% de classe baixa\u201d, destaca Vanderwerff.<\/p>\n<p>As solu\u00e7\u00f5es para os desafios est\u00e3o em desenvolvimento, mas ainda h\u00e1 um longo caminho a ser trilhado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Fonte: NPR<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Basta dar uma olhada dentro de garagens, museus e bibliotecas dos Estados Unidos para perceber que o movimento maker est\u00e1 prosperando. 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