{"id":12532,"date":"2017-06-21T19:06:27","date_gmt":"2017-06-21T22:06:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pontoinfinito.com.br\/MundoMaker\/?p=1007"},"modified":"2017-06-21T19:06:27","modified_gmt":"2017-06-21T22:06:27","slug":"temos-de-ensinar-nossas-crianas-a-ter-empatia-pelos-outros-e-pelo-mundo-defende-daniel-goleman","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bayerlstudio.com.br\/mundomaker\/temos-de-ensinar-nossas-crianas-a-ter-empatia-pelos-outros-e-pelo-mundo-defende-daniel-goleman\/","title":{"rendered":"&#8220;Temos que ensinar nossas crian\u00e7as a ter empatia pelos outros e pelo mundo&#8221;, defende Daniel Goleman"},"content":{"rendered":"<p>Um n\u00famero crescente de escolas p\u00fablicas em \u00e1reas de baixa renda come\u00e7ou a usar espa\u00e7os maker m\u00f3veis, alojados em \u00f4nibus escolares remodelados ou em outros ve\u00edculos, para colocar seus alunos em contato com ci\u00eancias, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica \u2013 quarteto conhecido como STEM, em ingl\u00eas (Science, Technology, Engineering and Math). A iniciativa acompanha uma tend\u00eancia j\u00e1 seguida por escolas com escassez de dinheiro, que veem nas salas m\u00f3veis a chance de oferecer experi\u00eancias aos alunos que seriam muito onerosas caso fossem realizadas dentro do ambiente escolar.<\/p>\n<p>Esses laborat\u00f3rios m\u00f3veis t\u00eam como inspira\u00e7\u00e3o o movimento \u201cdo it yourself\u201d (ou \u201cfa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d, em livre tradu\u00e7\u00e3o) e oferecem aos alunos viv\u00eancias m\u00e3o na massa em \u00e1reas como programa\u00e7\u00e3o, impress\u00e3o em 3D e design de videogames. Defensores da iniciativa esperam que a exposi\u00e7\u00e3o a \u00e1reas e carreiras que os alunos n\u00e3o teriam contato de outra maneira, como ci\u00eancias, programa\u00e7\u00e3o e engenharia, leve a um aumento do n\u00famero de estudantes de baixa renda nessas profiss\u00f5es, em que tradicionalmente s\u00e3o pouco representados.<\/p>\n<p>&#8220;Nos \u00faltimos anos, os educadores come\u00e7aram a perceber que esse tipo de iniciativa \u00e9 uma maneira realmente poderosa de engajar os jovens e faz\u00ea-los ter mais interesse pela ci\u00eancia&#8221;, diz Edward Price, professor de f\u00edsica da San Marcos, Universidade Estadual da Calif\u00f3rnia. \u201cEstudantes de classes sociais mais baixas geralmente t\u00eam no\u00e7\u00f5es muito estereotipadas sobre o que a ci\u00eancia \u00e9 ou o que um matem\u00e1tico faz. Se essas \u00e1reas se tornarem de seu interesse, definitivamente seu desempenho ser\u00e1 maior\u201d, afirma William Schmidt, professor de educa\u00e7\u00e3o e estat\u00edstica da Michigan State University.<\/p>\n<p><strong>Um &#8220;geekbus&#8221; para incentivar novos horizontes<\/strong><\/p>\n<p>Espa\u00e7os makers m\u00f3veis podem seguir diferentes estrat\u00e9gias. Alguns focam em atividades depois do hor\u00e1rio da escola ou durante as f\u00e9rias, enquanto outros oferecem oportunidades durante o dia escolar. Eles podem ser de propriedade das pr\u00f3prias escolas ou resultado de parcerias realizadas com organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos.<\/p>\n<p>O Geekbus, iniciativa realizada em San Antonio, Texas, por uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos, visita escolas na cidade ou nos arredores desde 2014, proporcionando sess\u00f5es m\u00e3o na massa a pequenos grupos de alunos que duram cerca de duas horas. O objetivo \u00e9 expor as crian\u00e7as de comunidades de baixa renda a poss\u00edveis caminhos de carreira que talvez n\u00e3o tenham tido conhecimento at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>83% dos estudantes atendidos pelo \u00f4nibus frequentam escolas p\u00fablicas ou que tenham alta porcentagem de estudantes de fam\u00edlias de baixa renda. A composi\u00e7\u00e3o dos participantes varia de acordo com a sess\u00e3o: \u00e0s vezes, a escola seleciona estudantes com base em n\u00edvel ou classe; em outras, recompensam estudantes com notas especialmente altas ou escolhe estudantes que tenham um mau desempenho na tentativa de ajud\u00e1-los a descobrir algum talento oculto.<\/p>\n<p>O Geekbus pretende manter um \u00edndice de 50-50 entre estudantes do sexo masculino e feminino. A ideia a alterar o cen\u00e1rio atual \u2013 segundo pesquisas, menos de um quarto de todos os empregos de STEM nos Estados Unidos s\u00e3o ocupados por mulheres, uma vez que, a partir dos seis anos de idade, meninas j\u00e1 s\u00e3o induzidas \u00e0 ideia de que \u201cgarotos s\u00e3o mais brilhantes&#8221;.<\/p>\n<p><strong>O verdadeiro objetivo: uma mudan\u00e7a de mentalidade<\/strong><\/p>\n<p>O STE(A)M (Science, Techonology, Arts and Math) Truck, de Atlanta, adota uma abordagem ligeiramente diferente. Mais que expor jovens a potenciais carreiras, o caminh\u00e3o tem como objetivo principal estimular os educadores a pensar em novas formas de ensinar ci\u00eancia, tecnologia, engenharia, matem\u00e1tica e artes na sala de aula. Os trabalhadores do caminh\u00e3o incluem educadores experientes, mentores tecnol\u00f3gicos e artistas. &#8220;O caminh\u00e3o foi projetado para transformar o ensino e a aprendizagem&#8221;, ressalta Jason Martin, diretor executivo do STE(A)M Truck.<\/p>\n<p>Entre as escolas atendidas pelo caminh\u00e3o est\u00e1 a KIPP West Atlanta Young Scholars Academy. 90% de seus alunos s\u00e3o provenientes de fam\u00edlias de baixa renda e o financiamento escolar para educa\u00e7\u00e3o STEM \u00e9 escasso. &#8220;Para n\u00f3s, contratar um professor de STEM em tempo integral \u00e9 um sonho distante&#8221;, lamenta Ho-Sang, diretor da escola.<\/p>\n<p>Para ajudar escolas com restri\u00e7\u00f5es or\u00e7amentais similares a incorporar o STEAM ao curr\u00edculo, o caminh\u00e3o trabalha com cerca de cinco professores do ensino fundamental e m\u00e9dio no decorrer de 20 dias. Essas sess\u00f5es s\u00e3o precedidas de meses de reuni\u00f5es com diretores e educadores para adaptar o programa \u00e0s necessidades de cada escola. O objetivo \u00e9 deixar uma marca que permane\u00e7a por muito tempo depois que o caminh\u00e3o acelerar para o pr\u00f3ximo destino. &#8220;N\u00e3o queremos deixar como legado apenas ferramentas e tecnologia, mas, sim, uma mudan\u00e7a de mentalidade&#8221;, diz Jason Martin. &#8220;Ap\u00f3s a experi\u00eancia no caminh\u00e3o maker, esperamos que os professores tenham uma mentalidade diferente e vejam al\u00e9m de como as coisas s\u00e3o tradicionalmente feitas.\u201d<\/p>\n<p><strong>Expedi\u00e7\u00e3o Par\u00e1: no Brasil tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p>O MundoMaker acredita fortemente que \u00e9 poss\u00edvel transportar a experi\u00eancia maker m\u00f3vel para o Brasil. No ano passado, vivenciamos a ideia de perto: entre os dias 13 de junho e 27 de agosto, institui\u00e7\u00f5es de ensino de diferentes estados receberam a visita do Truck MundoMaker, um laborat\u00f3rio maker sobre rodas, equipado com materiais e ferramentas diversas que iam de fita crepe e placas de acr\u00edlico a impressora 3D, cortadora a laser e wi-fi.<\/p>\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o ofereceu \u00e0s institui\u00e7\u00f5es o contato com a pr\u00e1tica da aprendizagem criativa: desenvolver projetos significativos para os jovens, levando em considera\u00e7\u00e3o o di\u00e1logo entre os pares, a criatividade, o respeito, o pensamento cr\u00edtico, o planejamento, a resili\u00eancia e a possibilidade de errar como parte do processo de aprendizagem.<\/p>\n<p>Nosso principal objetivo era despertar a curiosidade e o interesse das crian\u00e7as e educadores pelo \u201cfazer manual\u201d por meio de propostas de projetos que uniam equipamentos sofisticados e ferramentas acess\u00edveis, mesclando rob\u00f3tica e programa\u00e7\u00e3o com marcenaria.\u00a0Durante 77 dias de expedi\u00e7\u00e3o, impactamos 2.500 pessoas, crian\u00e7as e educadores,\u00a0de 152 escolas p\u00fablicas ou ONGs.<\/p>\n<p>Uma expedi\u00e7\u00e3o como essa tamb\u00e9m serve para a forma\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de educadores. Contamos com o trabalho de 35 educadores expedicion\u00e1rios ao longo da viagem, que estavam sempre dispostos a dar o melhor de si em cada parada, garantindo que a experi\u00eancia fosse inspiradora para todos os envolvidos (saiba mais sobre a expedi\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.mundomaker.cc\/expedicao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>, na <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/expedicaomundomaker\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">p\u00e1gina<\/a> do Facebook ou no nosso <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=QGM1XrRblUc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">canal <\/a>no YouTube).<\/p>\n<p>E que venham mais iniciativas como essas!<\/p>\n<p><em>Fonte: The Christian Science Monitor<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um n\u00famero crescente de escolas p\u00fablicas em \u00e1reas de baixa renda come\u00e7ou a usar espa\u00e7os maker m\u00f3veis, alojados em \u00f4nibus escolares remodelados ou em outros ve\u00edculos, para colocar seus alunos em contato com ci\u00eancias, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica \u2013 quarteto conhecido como STEM, em ingl\u00eas (Science, Technology, Engineering and Math). 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