{"id":12529,"date":"2017-06-02T19:03:04","date_gmt":"2017-06-02T22:03:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pontoinfinito.com.br\/MundoMaker\/?p=1001"},"modified":"2017-06-02T19:03:04","modified_gmt":"2017-06-02T22:03:04","slug":"nossos-adolescentes-precisam-de-ferramentas-para-lidar-com-o-mundo-diz-pesquisadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bayerlstudio.com.br\/mundomaker\/nossos-adolescentes-precisam-de-ferramentas-para-lidar-com-o-mundo-diz-pesquisadora\/","title":{"rendered":"\u201cNossos adolescentes precisam de ferramentas para lidar com o mundo\u201d, diz pesquisadora"},"content":{"rendered":"<p><strong>No blog Professores, da SOMOS Educa\u00e7\u00e3o, um dos maiores grupos de educa\u00e7\u00e3o do mundo, Let\u00edcia Guimar\u00e3es Lyle, pesquisadora da \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, fala sobre a import\u00e2ncia de trabalhar compet\u00eancias socioemocionais em adolescentes. Confira, na \u00edntegra:<\/strong><\/p>\n<p>O livro \u201cOs 13 porqu\u00eas\u201d, que deu origem \u00e0 s\u00e9rie hom\u00f4nima da Netflix, traz \u00e0 tona diversas discuss\u00f5es a respeito das raz\u00f5es que levam Hannah, a protagonista, a cometer suic\u00eddio. Este artigo foca em uma delas: o bullying na adolesc\u00eancia. Sem entrar no m\u00e9rito do programa, vale aproveitarmos a chance para pensar n\u00e3o s\u00f3 no que podemos fazer a fim de evitar que situa\u00e7\u00f5es repetitivas e comuns na vida dos adolescentes n\u00e3o produzam efeitos indesej\u00e1veis no longo prazo como, principalmente, sobre como podemos instrumentaliz\u00e1-los para lidar com esses desafios.<\/p>\n<p>Esses mesmos desafios que adolescentes enfrentam atualmente j\u00e1 fizeram parte da minha pr\u00f3pria adolesc\u00eancia: os conflitos provenientes da transforma\u00e7\u00e3o para a vida adulta, a exacerba\u00e7\u00e3o da individualidade, o desenvolvimento da autoestima. Eu fui uma menina alta, desengon\u00e7ada, com aparelho nos dentes, que usava cabelo no rosto e cal\u00e7a ca\u00edda para disfar\u00e7ar o tamanho das pernas. Quanto mais eu conseguisse esconder o que me desagradava e era alvo de cr\u00edticas, melhor. Se j\u00e1 me sentia estranha no meu pequeno mundo, imagine se esse meu estranhamento fosse registrado e publicado em uma rede social, ou comentado em um Snapchat entre amigos, ou, ainda, jogado no grupo de mensagens da sala de aula, para todo mundo ver, comentar e dar risada? Imaginem n\u00e3o poder rasgar um bilhete mal escrito ou uma foto de que n\u00e3o gostamos? Ou n\u00e3o conseguir voltar atr\u00e1s em algo que dissemos, n\u00e3o conseguir reparar a exposi\u00e7\u00e3o dos altos e baixos de nossos relacionamentos, n\u00e3o controlar o que acontece com a nossa pr\u00f3pria imagem.<\/p>\n<p>Mais do que nunca, nossos adolescentes precisam de ferramentas para lidar com o mundo, especificamente na fase em que vivem. H\u00e1 seis anos eu estudo o desenvolvimento de compet\u00eancias socioemocionais e trabalho com isso. J\u00e1 criei programas em escolas p\u00fablicas e privadas, projetos de forma\u00e7\u00e3o de professores, adaptei curr\u00edculos e materiais did\u00e1ticos, e cada uma dessas experi\u00eancias evidenciou a import\u00e2ncia dessas compet\u00eancias e do quanto s\u00e3o essenciais para o processo de ensino e aprendizagem \u2013 e para o desenvolvimento humano de pais, respons\u00e1veis, professores e alunos.<\/p>\n<p>Quando falamos sobre compet\u00eancias socioemocionais, delimitamos um conjunto de a\u00e7\u00f5es, habilidades, comportamentos e valores que norteiam a maneira pela qual o indiv\u00edduo se relaciona consigo mesmo, com as pessoas e com o mundo a sua volta. Uma s\u00e9rie de estudos e experi\u00eancias no Brasil e em outros pa\u00edses demonstram os benef\u00edcios do trabalho com essas compet\u00eancias, e revelam apoiar tanto o desenvolvimento de compet\u00eancias cognitivas como a forma com a qual o aluno se relaciona com a informa\u00e7\u00e3o e com o conhecimento.\u00a0 Modelos educacionais de todo o mundo, dentre eles os da Finl\u00e2ndia, Austr\u00e1lia e Cingapura, est\u00e3o voltando seus esfor\u00e7os para garantir nas escolas esse trabalho com aprendizagem socioemocional.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 um consenso sobre quais exatamente s\u00e3o essas compet\u00eancias; por\u00e9m, dois dos referenciais mais conhecidos e utilizados \u2014 o Big Five Factors (Cinco Grandes Fatores da Personalidade) e o CASEL (Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning) \u2014 apresentam maneiras muito similares de entend\u00ea-las. Enquanto o Big Five descreve cinco grandes dom\u00ednios \u2014 Abertura a novas experi\u00eancias, Conscenciosidade, Extrovers\u00e3o, Amabilidade e Neuroticismo \u2014, o CASEL busca garantir que certas compet\u00eancias sejam trabalhadas na vida de todas as crian\u00e7as por meio de cinco componentes da aprendizagem socioemocional: autoconhecimento, autorregula\u00e7\u00e3o, sociabilidade, compet\u00eancias de relacionamento e, por \u00faltimo, tomada de decis\u00f5es respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>Na defini\u00e7\u00e3o de Maurice Elias, a aprendizagem socioemocional \u00e9 o processo pelo qual um indiv\u00edduo adquire as compet\u00eancias centrais para estabelecer e atingir objetivos positivos; apreciar a perspectiva dos outros; estabelecer e manter rela\u00e7\u00f5es positivas; reconhecer e manejar suas emo\u00e7\u00f5es; tomar decis\u00f5es respons\u00e1veis; e lidar com situa\u00e7\u00f5es interpessoais de maneira construtiva\u201d (Elias et al., 1997). No Brasil, o Instituto Ayrton Senna lidera um grupo de estudos chamado Edulab21, com pesquisadores brasileiros da USP, USF, Insper, Universidade de Gent, na B\u00e9lgica, e Universidade de Berkley, na Calif\u00f3rnia, que busca desenvolver instrumentos para a avalia\u00e7\u00e3o dessas compet\u00eancias em escolas. Na sua primeira vers\u00e3o, o instrumento criado por eles, Senna 1.0, conseguiu apontar correla\u00e7\u00f5es entre vulnerabilidade e viol\u00eancia e compet\u00eancias socioemocionais.<\/p>\n<p>Programas como Compasso Socioemocional, Amigos do Zippy, O L\u00edder em Mim, Friends, Projeto Cuca Legal, entre outros, desenvolvem essas compet\u00eancias de maneiras expl\u00edcitas em ambientes escolares de escolas p\u00fablicas e particulares de todo o Brasil. A import\u00e2ncia de trabalhar as compet\u00eancias socioemocionais com os alunos ficou evidente tamb\u00e9m no Academic Festival do Teachers College, a Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Columbia, nos EUA, do qual recentemente participei. Uma das atra\u00e7\u00f5es principais do evento foi a Cynthia Bissett-Germanotta, m\u00e3e de nada mais nada menos do que Lady Gaga. Junto da filha, Cynthia\u00e9 cofundadora da Born This Way Foundation (BRWF), uma organiza\u00e7\u00e3o que investe em pesquisas e programas tanto de preven\u00e7\u00e3o do bullying quanto da valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade de crian\u00e7as e adolescentes pelo mundo.<\/p>\n<p>Falando sobre seu projeto, e contando a hist\u00f3ria de suas filhas, que durante a adolesc\u00eancia, por serem diferentes, sofreram bullying, Cynthia apontou as compet\u00eancias socioemocionais das filhas como o grande fator que as ajudou a sair de situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis: A BTWF apoia e desenvolve projetos com a Universidade de Yale e com outras institui\u00e7\u00f5es de pesquisa que buscam comprovar a necessidade de trabalhar letramento emocional e intelig\u00eancia emocional nas crian\u00e7as desde pequenas. Outras organiza\u00e7\u00f5es, como o Committee for Children, evidenciam uma vis\u00e3o pragm\u00e1tica sobre como trabalhar com o tema para entender e prevenir o bullying nas escolas. Para tanto, \u00e9 necess\u00e1rio: reconhecer o bullying (a\u00e7\u00f5es deliberadas de agress\u00f5es f\u00edsicas e\/ou verbais que acontecem repetidamente e configuram uma situa\u00e7\u00e3o de poder entre quem sofre e quem faz a agress\u00e3o); recusar o bullying (n\u00e3o deixar que a agress\u00e3o se efetive, n\u00e3o rir, n\u00e3o encorajar comportamentos agressivos e assumir uma postura proativa para que isso pare); e reportar a um adulto de confian\u00e7a ao se perceber como alvo de bullying ou ao conhecer algu\u00e9m que seja.<\/p>\n<p>O trabalho com adolescentes tamb\u00e9m \u00e9 foco do programa de mentalidade de crescimento (Growth Mindset), desenvolvido sob os cuidados de Carol Dweck, na Universidade de Stanford.\u00a0O conceito de Mentalidade de Crescimento nasceu da pesquisa de Dweck sobre a import\u00e2ncia de trabalhar com adolescentes a percep\u00e7\u00e3o que eles mesmos t\u00eam sobre a pr\u00f3pria intelig\u00eancia e ajud\u00e1-los a entender \u201cdesafio\u201d como uma palavra positiva e \u201cesfor\u00e7o\u201d como o grande vetor da sua hist\u00f3ria escolar. No site do Project for Education Research that Scales \u2014 PERTS, programa da Universidade de Stanford para desenvolver solu\u00e7\u00f5es de impacto em larga escala, professores e gestores escolares podem aprender a trabalhar conceitos que promovem a aprendizagem socioemocional de adolescentes e crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Mas como esse trabalho acontece na pr\u00e1tica? Dou um exemplo. H\u00e1 um m\u00eas implantei um projeto com alunos do 3.\u00b0 ano do Ensino M\u00e9dio de uma escola p\u00fablica de S\u00e3o Paulo. Parte de uma iniciativa para que colaboradores da Somos Educa\u00e7\u00e3o vivenciem o cotidiano escolar e os desafios de professores, o programa prop\u00f5e aulas de cursinho todos os dias no per\u00edodo da tarde. Sugeri que fosse realizado um breve curso de sensibiliza\u00e7\u00e3o socioemocional que acompanhasse a grade tradicional e focasse em introduzir o trabalho com compet\u00eancias, para que se estabelecesse um ambiente de troca e confian\u00e7a entre os alunos participantes e se iniciasse um processo de autoconhecimento.<\/p>\n<p>Nosso primeiro encontro foi muito especial. Os alunos, muitos deles bastante emocionados, revelaram a dificuldade que tinham em confiar nos colegas por medo de serem expostos e por serem \u2014 e se sentirem \u2014 diferentes. Depois de um exerc\u00edcio de reflex\u00e3o e uma troca de experi\u00eancias entre eles, descobriram quantas quest\u00f5es influenciavam o dia a dia na escola, como a autoestima dos colegas tamb\u00e9m estava balan\u00e7ada e como todos achavam dif\u00edcil descrever e apontar as pr\u00f3prias belezas e facilidades. Bullying, solid\u00e3o, depress\u00e3o e baixa autoestima fazem parte do dia a dia do adolescente na escola e, muitas vezes, eles n\u00e3o t\u00eam espa\u00e7o, e principalmente ferramentas, para lidar com isso.<\/p>\n<p>Um aluno me perguntou genuinamente se pod\u00edamos mesmo aprender a trabalhar com nossos sentimentos: \u201cA gente consegue mesmo melhorar como a gente se sente?\u201d. Sim,\u00a0 conseguimos. Essa \u00e9 a base de toda a aprendizagem socioemocional. A verdade \u00e9 que muitos desses alunos n\u00e3o est\u00e3o encontrando espa\u00e7o nem em casa, nem na escola para desenvolver essas compet\u00eancias, e muitos est\u00e3o desamparados nesse momento t\u00e3o complexo de suas vidas. H\u00e1 uma centena de raz\u00f5es para que a aprendizagem socioemocional fa\u00e7a parte da vida desses adolescentes. Meu convite \u00e9 para que utilizemos a discuss\u00e3o sobre Os 13 Porqu\u00eas para destacar os trabalhos que v\u00eam sendo realizados no Brasil e no mundo, lan\u00e7ando essa reflex\u00e3o para o centro da pr\u00e1tica pedag\u00f3gica nas escolas. Todos os nossos jovens merecem desenvolver a empatia, a lideran\u00e7a, a cidadania, o fortalecimento da autoestima, a solidariedade e tantas outras compet\u00eancias para serem capazes de mudar o seu pr\u00f3prio mundo.<\/p>\n<p>N\u00f3s precisamos buscar maneiras de garantir que nossos adolescentes possam se desenvolver com seguran\u00e7a, e espa\u00e7o para crescer. J\u00e1 s\u00e3o muitas as solu\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis e evid\u00eancias sobre os efeitos positivos do trabalho com as compet\u00eancias socioemocionais em variados formatos. Escolha um, invente um, fa\u00e7a o teste \u2013 esse desafio \u00e9 de todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Refer\u00eancias:<\/em><\/p>\n<p><em>Durlak, J. A. et al. The impact of enhancing students\u2019 social and emotional learning: a meta-analysis of school-based universal interventions. Child Development, jan.-fev. 2011, v. 82, n. 1, pp. 405-432.<\/em><\/p>\n<p><em>Dweck, C. S. (2007). The Perils and Promises of Praise. Early Intervention at Every Ag, 65 (2), pp. 34-39.<\/em><\/p>\n<p><em>Elias, M. J.; Zins, J. E.; Weissberg, R. P.; Frey, K. S.; Greenberg, M. T.; Haynes, N. M. et al. (1997). Promoting social and emotional learning: Guidelines for educators. Alexandria, VA: Association for Supervision and Curriculum Development.<\/em><\/p>\n<p><em>Kokkinos, C. M; Kipritsi, E. (2012). The relationship between bullying, victimization, trait emotional intelligence, self-efficacy and empathy among preadolescents. Social Psychology of Education, 15 (1), pp. 41\u201358.<\/em><\/p>\n<p><em>Primi, R.; Santos, D.; John, O. P.; De Fruyt, F. (2016). Development of an Inventory Assessing Social and Emotional Skills in Brazilian Youth. European Journal of Psychological Assessment, 32(1), pp. 5\u201316.<\/em><\/p>\n<p><em>Raver, C. C. (2002). Emotions matter: Making the case for the role of young children\u2019s emotional development for early school readiness. Social Policy Report, 16(3), pp. 3\u201318.<\/em><\/p>\n<p><em>Soto, C. J.; John, O. P. (2016). The Next Big Five Inventory (BFI-2): Developing and Assessing a Hierarchical Model With 15 Facets to Enhance Bandwidth, Fidelity, and Predictive Power.\u00a0 Journal of Personality and Social Psychology,\u00a0 DOI: 10.1037\/pspp0000096.<\/em><\/p>\n<p><em>Welsh, M.; Parke, R. D.; Widaman, K.; O\u2019Neil, R. (2001). Linkages between children\u2019s social and academic competence: A longitudinal analysis. Journal of School Psychology, 39(6), pp. 463\u2013482.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No blog Professores, da SOMOS Educa\u00e7\u00e3o, um dos maiores grupos de educa\u00e7\u00e3o do mundo, Let\u00edcia Guimar\u00e3es Lyle, pesquisadora da \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, fala sobre a import\u00e2ncia de trabalhar compet\u00eancias socioemocionais em adolescentes. 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